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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Flores e Jardins

Comecinho da Primavera - Palmgarten - Frankfurt

Os alemães são malucos por jardinagem. Constatado empiricamente. E isto é tão forte, que acabou nos contagiando também e antes mesmo de nos mudar para nosso apartamento ja tínhamos decidido que teriamos uma platinha. Porém, não uma plantinha qualquer, uma plantinha que nós mesmos plantariamos e cuidariamos, pensando em projetos futuro... se a planta der certo, passaremos para o gatinho ou outro animal de estimação.

Jardins do Castelo de  Schwetzinguen

Logo que nos mudamos, ganhamos uma plantinha dos chineses que viviam aqui antes. Logo depois plantamos uma nossa, que cresce linda (até agora nada de flores, já disse para o Lorenço que nos enganaram e compramos mato, mas não importa, é nosso "bebê planta") e em seguida o Lorenço comprou uma linda flor pra mim, que morreu semanas depois, mas que agora se recupera e está brotando linda e forte. 

Nosso bebê nas primeiras semanas

A verdade, é que os jardins são por aqui são lindos! Qualquer um deles: os das praças, das casas, as sacadas cheias de flores e até mesmo os cemitérios que são imensos jardins bem cuidados. 

Cemitério em Bonn - Túlipas 


E eu acabei descobrindo que sou afixionada por tirar fotografias de flores. O mais legal, é que aqui você vê exatamente as flores se revezando nos seus períodos de florescimento, por exemplo, logo que cheguei todas as plantinhas estavam se recuperando do rigoroso inverno. Então, tudo era marrom começando a ficar verdinho. Depois de tudo verde começaram aparecer os primeiros botões. Ai, vieram as túlipas que reinaram por toda a primavera e quando eu achei que tudo de mais lindo ja tinha aberto, vieram as rosas por todos os lados. Até os morangos merecem seus créditos que nascem lindos e vermelhos, também estou louca para ver as cerejas, mas isto é para outra história. 














quarta-feira, 28 de abril de 2010

Último dia preguiça em Frankfurt. E a mudança...

O dia seguinte foi pouco emocionante. Ou não tão emocionante quanto ao que seguiria... hehe...

5 de abril. Segunda-Feira de Páscoa. Isso mesmo, podem perguntar pros alemães. Feriado. Não tínhamos muitos planos para esse dia, apenas descansar um pouco e ajeitar as malas pro próximo dia que, esse sim, seria movimentado. Ficamos em casa preguiça, só saímos a noite para uma voltinha na Sachsenhausen, o bairro boêmio de Frankfurt. A Day experimentou o tal Apfelwein, mas não gostou muito. Comemos uma salada com chucrute e salsichas, pra variar.


6 de abril. Esse dia sim foi cheio. Acordamos bem cedinho, pois precisámos estar na Hauptbahnhof as 6:30 com 4 MALAS e 2 MOCHILAS!! Fizemos milagres pra conseguir chegar à Bayreuth. Foram 2 trens, Frankfurt-Nürnberg e Nürnberg-Bayreuth, mas o pior era os momentos em que precisávamos carregar as tais malinhas. Enfim, conseguimos, mas chegamos mortos. Ao menos Bayreuth nos aguardava com um sol lindo. Tiramos o resto do dia pra descansar e relaxar um pouquinho.

Os dias seguintes foram de organização da vida por aqui. Ida à Universidade, uma olhadinha nos arredores do hostel, registro na prefeitura e no departamento de estrangeiros, busca de aula de alemão pra Day... E a descoberta de que tem uma fábrica de cerveja do ladinho de casa!! Mas isso são histórias para outros posts...


Abraços!

Morena, te amo.

domingo, 25 de abril de 2010

Flohmarkt, Palmengarten, e mais...

3 de abril... Sábado de Páscoa.

Dia cheio Em Mainhattan. Como seria nosso único sábado na cidade, marcamos vários lugares para o mesmo dia. Mesmo o céu chochinho matinal não tirou nosso humor.

Acordamos cedinho pra pegar o mercado de pulgas. Tomamos café e rumamos ao flohmarkt. O mercado de pulgas de Frankfurt é enorme, e demos sorte de neste sábado, por ser feriado e por ser no lugar melhor (ele funciona todo sábado, alternando lugares), estava abarrotado. Ali se encontra de tudo: quinquilharias históricas ou não, roupas, móveis, eletrônicos, livros e mídias musicais (novos e usados), camelôs... Aproveitamos pra tomar uma cerveja, claro!


Segunda parada do dia: Palmengarten. O jardim botânico de Frankfurt, gigantesco, além das estufas imitando vários ambientes diferentes do mundo, e da casa das flores. Como a Primavera só está chegando, ainda não está tudo aberto, mas valeram algumas fotos lindas dos jardins e das flores. Além disso, estavam acontecendo exposições de orquídeas e azaléias. Azar, não?


Próxima etapa: Senckenberg, o Museu de História Natural e sua magnífica coleção de dinossauros e mamutes. Mas o que a Day gostou mesmo foi da parte dos mamíferos e aves atuais empalhados, e bateu fotos com o suricate, com o pinguim e com o albatroz. A parte de insetos e das tartarugas também é muito legal.


Fizemos essas coisas em menos tempo do que prevíamos, o que era bom, pois estávamos bastante cansados, já. A última parada do dia foi a Frühling Dippemess, a feira de primavera. Um grande parque de diversões misturado com um Biergarten. Tomamos um banho de chuva (né, Day?) e comemos um steak com pão e uma cerveja. Valeu o passeio.


Voltamos pra casa mortos. Fomos dormir cedinho, porque o outro dia prometia ainda mais, e sairíamos de madrugadinha. Finalizamos o dia com moranguinhos e chocolate...

A seguir, o incrível passeio em Heidelberg!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Caminho de Goethe

Este dia já foi mais tranquilo, pelo menos com menos pontos a visitar. Nosso compromisso maior era o passeio com uma guia da escola em que o Lorenço cursou alemão. Fizemos o caminho que Goethe costumava fazer na Páscoa e passamos em alguns lugares que existem até hoje de onde ela costumava parar para escrever.
O passeio foi legal, a guia se esforçava muito, ela só falava alemão, mas há muito tempo atrás tinha morado na Bolívia e por isso falava um pouco de espanhol, mas não lembrava de muita coisa... hehehehe.
Fomos além dos antigos portões de Frankfurt, onde a ciadade acabava.

Não vimos muitas coisas novas, caminhamos a beira do Rio Main. Aqui em um parque achamos uma obra de arte muito legal: ICH. Foi bem divertido.

No final do dia, comemos em um bar no centro de Frankfurt, que eu curti muito o nome Bar Celona. E a comida tava muito boa! Amo Tapas!

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Kirche... Kirchen... Kirsche... Kirschen...

Primeiro de Abril!!! (Mas só lembramos disso pela manhã, quando todos no Brasil estavam dormindo, e tarde da noite, quando o cansaço já não deixava a criatividade agir...) 

Esse foi um dia agitado, passeamos por Frankfurt o dia todo. Um baita giro pelo centro histórico (com direito a entrada em todas as igrejas e ex-igrejas do caminho)... Alte Oper, Börse, Main Tower e Goethe Haus...


Main Tower foi um capítulo a parte. A Day encomodou tanto que resolvemos ir. Depois de 190 metros de subida de elevador (é um dos arranha-céus mais altos da cidade, de onde se tem uma vista linda em 360 graus), quem disse que dava coragem de chegar na beirada pra tirar fotos?? E nem estou falando de mim, que assumidamente tenho medo de altura. Mas justificava, o vento estava forte. Mesmo assim, saíram algumas fotos legais. A Goethe Haus é passeio obrigatório, ainda mais quando se é casado com uma literata. O babaovismo germânico pelo sujeito se justifica, pois além de poeta, o cabra foi cientista e político.

Um bratwurst na Hauptwache pra matar a fome, e lá se vai mais um dia em Frankfurt do lado da morena... Ah, apesar da assinatura aí embaixo, quem tá escrevendo sou eu. Ela tá aqui do lado me mordendo.

Abraços saudosos aos amigos.

sábado, 17 de abril de 2010

Agora sim...

Segundo a Day, a partir de agora eu posso postar no nosso blog...

Bom, não preciso comentar os quatro meses de ansiedade... Passar o natal, reveillón e aniversário solito em terras aridamente geladas... Mas os últimos dias foram pesados. O último dia, quando a Day já estava nos aviões para chegar em Frankfurt, foi loooooongo. Queria deixar tudo direitinho pra esperar por ela. E a espera parecia me jogar pra anos atrás, esperando ela em alguma rodoviária (Urussanga ou Criciúma)... sabe aquele sentimento de criança na véspera de Natal??

Limpei o quarto, o apartamento... claro que não durmi, e menos ainda fui à aula. Contava os minutos pra sair de casa, rumo ao aeroporto. Quando chegou a hora, uma passadita na floricultura, e vamos lá. Problemas típicos: qual o portão? Tá em tempo? Tá atrasado? Graças a Deus, não! Na hora exata (tipicamente alemão), o avião chega. Eu estava na porta, era o primeiro. Depois de minutos que pareceram horas, lá estava a minha morena. E QUE MORENA!! Mais linda que nunca, morenaça do sol brasileiro em roupas de frio. Demos aquele abraço apertado e aquele beijo de filme.

Fomos pra casa, onde eu lhe dei um banho relaxante e cozinhei pra ela. Comemos uma massa, e tomamos uma cervejinha alemã (aliás, em breve aqui, nossas aventuras cervejísticas!). Fomos deitar.

O primeiro dia em Frankfurt foi sem muita graça, pois ainda tinha compromissos por lá. Pela manhã, despedida da minha turma de alemão. A tarde, uma caminhada curta pelo centro, com frio e depois sol. À noite, despedidas dos guris do apartamento com a dona do lugar. Ainda estávamos cansados... Mas maiores aventuras virão em breve!



Tô cada dia mais apaixonado por essa morena. Muito bom ter ela comigo na Europa, tudo faz mais sentido, tudo tem uma luz diferente. Pode parecer clichê, mas é verdade. O meu quarto no apê tinha uma luz diferente. Um luz linda, morena.

Chegada

Esta foi a etapa mais tensa e mais eterna de todas. Adorei passear pelo aeroporto de Amesterdã, mas estava louca para chegar em Frankfurt e encontrar o Lorenço. Foi o voo mais curto e mais cheio de etapas... um portão para o outro, polícia federal, ônibus, embarque, comissária de bordo falando holandês a toda velocidade, chinês maluco do meu lado... avião que parecia um ônibus com asas. O legal é que foi 50 minutos... não deu tempo de nada, nem de tomar meu café que a comissária já queria meu copo....

Em Frankfurt foi fácil a chegada, o truque é seguir o fluxo e seguir quem tem cara de sabe o que estava fazendo (o pior é se alguem me seguiu...). O mais duro foi colocar as minhas própias malas no carrinho! Elas estavam pesando uma tonelada e nessa altura depois de mais de 24 horas de viagem eu já estava meio grogue...

Quando passei por tudo e vi a porta automática, lá estava o Lorenço do lado da mureta com um sorrisão no rosto e a mãozinha para trás (pensei: ele trouxe flores...), cena de cinema! Eis que um maldito segurança corta o meu barato, me interrompe e resolve me fazer perguntas, detalhe: ele não tinha que fazer isso, pediu meu passaporte e lá, lá, de onde eu vim, para que eu vim e blá, blá, só faltou ele pedir meu telefone...
Bom, passado chato alemão, consegui dar aquele abração e beijo cinematográfico e recebi lindas túlipas amarelas (minha cor preferida).

Fomos para casa de trem, com as famosas malas... tudo certo. Meu amor preparou uma deliciosa macarrona e tomei minha primeira cerveja na Alemanha com o maridão (a primeira de muitas...). Depois, só dormir por horas para me recuperar bem e uma boa desculpa para curtir o colo do namorido...

Visitas do Mundo Inteiro

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