quarta-feira, 12 de junho de 2013

“CADEADOS DO AMOR”

FELIZ DIA DOS NAMORADOS, MEU AMOR!!!

“CADEADOS DO AMOR”
Quando começou e o porquê ninguém sabe exatamente,  acredita-se que foi em 1980, na ponte Mílvio, em Roma,  a primeira a receber os chamados “CADEADOS DO AMOR”, “Lucchetti d'amore”. E para se manter o encanto é  melhor que  algumas coisas não tenham muitas explicações, principalmente quando são bonitos gestos.  Em  2007, o escritor italiano Federico Moccia, lançou na Europa o livro “Scusa ma ti chiamo amore” (que tornou-se filme em 2009),  que imediatamente virou febre em todo o continente e logo intensificou  e espalhou a moda com uma das suas passagens mais conhecida da obra, onde  o casal apaixonado Niki e Alex, para jurar amor eterno coloca um cadeado na famosa ponte Ponte Mílvio e jogam as chaves no Rio Tibre.
Imediatamente esta passagem virou febre por toda a Europa e desde então,  repetida por muitos casais apaixonados que começaram a depositar milhões de cadeados não apenas na ponte Mílvio, mas por muitas pontes por todo o velho continente, ficando-os conhecidos como “CADEADOS DO AMOR”. Eu e o Lorenço em nosso ano de viagem pela Europa, nos deparamos com estas pontes repletas de cadeados em várias cidades diferentes, como Firenze, Colônia, Dublin e Paris.  E quando falamos milhões de cadeados, é sério! Muitas cidades turísticas, como Firenze, por exemplo, determinaram uma multa de € 50 para qualquer pessoa apanhada colocando um cadeado onde quer que seja, mesmo assim, uma vez por semana a “prefeitura” precisa passar recolhendo vários quilos de promessas de amor eterno...
 Eu não conheço o Brasil (ainda) tanto quanto eu gostaria de conhecer,  mas até agora não encontrei nenhuma ponte com algum “Cadeado do Amor”, então, resolvi lançar  moda por aqui e para homenagear meu maridinho neste décimo terceiro dia dos namorados juntos.

Por coincidência foi nosso último final de semana como moradores de Florianópolis, depois de 12 anos (ai, galera, entramos na lista dos turistas!) e nós fomos muito felizes nesta Ilha, então, porque não celebrá-la também? O cartão-postal da cidade é a sua Ponte Hercílio Luz, que está desativada desde 1982, e numa reforma eterna. Então, decidi colocar o cadeado nesta ponte, mesmo sabendo que não poderia chegar tão perto dela para isto. Como saída escolhi o mirante no Parque da Luz, com a Ponte Hercílio Luz de fundo. E lá deixei o primeiro “Cadeado do Amor”.  Estou torcendo muito para que um dia esta reforma acabe, a Ponte seja acessível e um belo ponto turístico e nós dois juntos possamos retornar para pôr um novo cadeado e renovar os votos de amor, enquanto, isto não acontece, vamos torcer para ninguém arrancar o nosso de lá...
Como colocar o cadeado lá, foi uma surpresa para o Lorenço, eu o coloquei com a ajuda da  minha amiga e fiel escudeira para peripécias e gastronomia Meggie, responsável pelo registro fotográfico também e contei também com a ideia genial do seu namorado Volnei (que tô torcendo para serem os próximos a porem o cadeado:D), que me sugeriu  que para que não parecesse uma macumba  (nas palavras dele) eu deixasse para jogar  as chaves ao mar com o Lorenço e foi o que fizemos. No meio da correria da nossa mudança e despedida jogamos as chaves ao mar no bairro de Santo Antônio de Lisboa, um lugar que sempre adoramos e que está presente na nossa história romântica algumas vezes,  acho que no nosso terceiro dia dos namorados, jantamos por lá... em 2004... Wowww... É um bairro por si só, romântico e agradabilíssimo.

ESTAMOS TORCENDO PARA QUE A MODA PEGUE! JÁ TEMOS ALGUNS CASAIS DE AMIGOS LISTADOS PARA TAL!

P.S.: Se algum casal apaixonado gostou da ideia e decidir colocar algum em qualquer parte do Brasil, inspirado neste post, por favor, deixe um comentário aqui e uma fotinho se possível ;)

TUDO QUE NÓS PRECISAMOS É AMOR! “ALL WE NEED IS LOVE”

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Würzburg - Baviera - Parte I



Este passeio foi super divertido e energizante! Afinal, com a Anna Mei não tem tempo ruim!
Eu queria ir a Würzburg, mas o Lorenço já tinha ficado alguns dias lá, então, esperava uma oportunidade, uma vez que Würzburg não é longe de Bayreuth. Eis, que aparece a proposta desta carioca mais do que querida que queria dar uma volta durante as férias. E lá fomos nós...
Saímos bem sem compromisso e roteiro, a Anna é uma pessoa cheia das dicas e com os pensamentos (e as pernas a mil por hora), ou seja, tivemos um dia cheíssimo e muito divertido!
Eu tinha algumas dicas das visitas do Lorenço, li algumas coisas rapidamente na net antes e nos jogamos. Não queríamos acordar cedo, então combinamos de nos encontrar na Hauptbahnhof (Estação de Trem), por volta das 08:00. Compramos nosso ticket minutos antes da viagem, nas maquininhas da estação e já verificamos os horários de volta e imprimimos.  


A História de  Würzburg




Bom, estamos falando de uma cidade que iniciou-se provavelmente em 1000 a.C, com a ocupação celta, ou seja, uma cidade com MUITA história. 
A primeira igreja foi fundada em 702, por São Bonifácio, onde hoje está a atual Catedral, que começou a ser erguida em por volta de 1040-1060. Würzburg também possui uma das faculdade mais antigas do mundo, de onde sairam grandes pensadores como Wilhelm Röntgen, descobridor do Raio-X, e o  fisiologista Rudolph Albert von Kölliker. 
Em 1720 começaram os trabalhos de construção do Würzburger Residenz, palácio que substituiu a Festung Marienberg, enquanto residência do Príncipe-Bispo de Wurtzburgo, que em toda a sua história foi tomada apenas uma fez, em 1631, por Gustavo Adolfo II, da Suécia.  E também onde foram gravadas cenas do último filme, "Os Três Mosqueteiros", no qual Orlando Bloom é o Duque de Buckingham, e nós não o vimos por uns dias, logo iniciariam as gravações do filme e o PRÓPRIO Orlando Bloom estaria lá... :( Não o vimos.  (Eu assisti o filme depois, só para reconhecer e rever os lugares, mas é legal).
Só que o episódio histórico mais recente e muito lembrado emAl Würzburg, é do dia 16 de março de 1945, que durou 20 minutos, destruindo 85% de todas as construções da cidade, o bombardeiro realizado pela  Real Força Aérea, que quase apagou Würzburg da terra. O que mais impressiona, portanto, é que a cidade foi reconstruída com os mínimos detalhes de antes, quase imperceptível que é uma reconstrução com pouco mais de 60 anos, de monumentos que tinham como 900 anos. A única coisa que nos faz lembrar, é que é possível perceber nas bases de alguns edifícios a diferença de cor, pois, tudo que era original tentou-se manter na reconstrução, inclusive utilizar o mesmo material, quando possível, retirado dos destroços. 
Outra coisa que particularmente me chamou a atenção a respeito de Würzburg, é a tradição na produção de vinhos com grande qualidade (o que é muito dificil encontrar no país onde a cerveja é quase um bem nacional). Existe uma Casa Burquesa antiga, a "Stachel", uma espécie de Bodega, onde Goethe escreveu um poema, falando dos hábidos dos vinhos e que a partir dele eu descobri que na Franconia é comum misturar vinho com água na hora de beber. Ecaaaa! :(


Nosso Passeio

Bom, nós saímos da HauptBahnhof e nos direcionamos para a margem do Rio Main, caminhamos pela Rua Oberer Mainkai, até a Alte Mainbrücke (Ponte Velha do Rio Main), de onde se tem uma vista bem interessante do Festung Marienberg, uma grande e antiga fortaleza no alto da cidade. Nossa primeira parada foi no Alten Kranen (Antigo Guindaste), um símbolo muito importante para a cidade, uma vez que Würzburg tem um papel bem importante na comunicação marítima com o Mar do Norte e o Mar Negro, mesmo não sendo litorânea, porém, tendo o Rio Main com grande potencial de navegação e que corta o país. Esta parada no Antigo Guindaste foi muito legal pela vista que nos proporcionou, mas também pelas lindas fotos de chifrinho! :) 


domingo, 30 de setembro de 2012

Stuttgart - Alemanha - Schloßgarten III

No meu segundo dia em Stuttgart, acordei cedo e sai para passear sozinha. Estava em um hostel com um café-da-manhã bem sem graça, então decidi tomar café na rua. Percebi que o povo de lá gosta bastante da Kamps, uma destas especies de padarias rápidas. Muito gostosa por sinal. Tomei um café, abri o mapa e decidi procurar o tal do Jardim do Palácio, pela mincha leitura do mapa (no que nunca fui muito boa) estaria atrás da estação ferroviária, aquele prédio grandão que você pode ver de vários pontos da cidade, facilmente localizado através do enorme simbolo da Mercedes-Benz rodando em cima do grande prédio antigo.
Escolhi ir até o Jardim porque para fazer este caminho a partir do hostel, faria um trajeto maior e passaria por vários pontos turísticos. Inclusive a König Str., que eu já havia namorado no dia anterior e agora iria as compras! :)
Basicamente eu fiz o trajeto vermelho do mapa turístico abaixo e uma grande área fora dele, porque resolvi dar uma passeada na Universidade e ver o Linden-Museum. Dei a volta na cidade!

Sai do hostel, passei pela Rathaus, Domkirche St. Eberhard, Hospital Kirche, Börse, Universidade, Linden-Museum  e dei um tempo no Jardim do Palácio. Lá eu vi as cerejeiras, tomei um belo café à beira do lago,  uns animais posando para foto e também passei pelo Planetarium. Atravessei uma ponte de onde tirei algumas fotos de um ponto mais alto da cidade (me chamou a atenção porque foi a primeira vez que vi casas construídas em lugares não planos na Alemanha, com uma geografia mais parecida com a de Floripa, por exemplo), fui até o  Staatstheater, passei em frente à Staatsgalerie - uma famosa galeria de arte moderna da Europa-, mas não entrei, apenas tirei lindas fotos do jardim com rosas em sua frente, cortei caminho pelos jardins e fui em direção ao Altes Scloss, mas no meio do caminho minhas pernas já estavam me matando, sentei no jardim para descansar as patinhas e aproveitei para tirar lindas fotos de umas famílias relaxando por lá também. Cai novamente na Sclossplatz, comprinhas na König Str. Entrei em muitas lojas e gostei muito do preço de marcas como Puma, Adidas, Triton, por exemplo. Feita as compras eu já não aguentava mais de tanto caminhar!
Voltei ao hostel, os meninos ainda não haviam chegado, aproveitei para tentar ler os milhões de folders que havia recolhido e ver se descobria  mais alguma coisa da cidade para fazer naquela noite. Descobri ao menos que eu entendi melhor os textos em francês do que em alemão.
Quando os meninos chegaram, saimos e fomos em busca de algum restaurante, mesmo Stuttgart sendo uma cidade bem maior, as opções no centro da cidade não eram muitas: comida italiana, vietnamita, chinesa. Arriscamos o restaurante chinês, bem no centro da  König Str., em um piso superior, se você não olhar para cima, não vê o cartaz, o lugar foi uma sugestão do nosso amigo Otávio que já o conhecia e disse que a relação preço e fartura era boa. Como estávamos morrendooooo de fome, foi uma ótima opção!!!!

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Um dia comum em Bayreuth - Alemanha

Um dos nossos passatempos preferidos na Alemanha era caminhar pela cidade onde morávamos ou andar de bicicleta. Nosso destino de sábado pela manhã, principalmente durante o verão, junho, ano de Copa do Mundo, era irmos nós exibir com nossas camisas do  Brasil, pela praça principal, a Marktplatz. Dar uma volta no centrinho, olhar as vitrines, comer um bratwurst, beber uma cerveja, tirar mais algumas fotos. 
Porém, sempre há a possibilidade de encontrar uma surpresa! Como os famosos Flohmarket - Mercados de Pulgas -, aliás, oh! povinho para gostar de trocar, vender, comprar quinquilharia! Hehehe. Sempre tinha alguma coisa super interessante por uma bagatela, como livros a 0,50 centavos de Euro. 
Logicamente, não éramos os únicos a sair a rua para caminhar... os alemães enlouquecem com sol!! Saem todos de suas casas e sentam-se nos cafés, restaurantes, do lado de fora - obviamente - para torrar enquanto apreciam o movimento e bebem ou tomam sorvetes! Na minha opinião, não existe nada mais Deutsch do que isto! 
Outra coisa interessante da nossa cidadezinha que não tinha mais do que 73.000 habitantes, é que havia um dinossauro no meio da cidade... quando eu o vi pela primeira vez pensei: - será que Bayreuth é cidade irmã de Tijucas, em Santa Catarina?  Explico: há uma cidade próxima a Florianópolis, em Santa Catarina, que um belo dia um determinado prefeito mandou colocar um dinossauro na cidade... porém, sem nenhum objetivo claro. Já, em Bayreuth, logo depois eu descobri que há um motivo mais nobre. O dino, faz parte do marketing do Museu de Ciências Naturais da cidade. Ufa!  Quanto ao Dino,  tenho uma história super interessante da minha amiga Tati com este(s) dinossauro(s). Ela, Tijucana (não faço a mínima ideia do adjetivo patrio desta cidade) quando nos vistou pela primeira vez e viu o dinossauro no meio da praça, deu um "pequeno" grito e agarrou-se ao dino. Ela já estava fora de Tijucas há algum tempo, então, acho que foi saudades... de qualquer maneira foi muito engraçado! 
Estando em Bayreuth no verão não esqueça: um sorvete e/ou uma cerveja Maisel é obrigatório!


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Prêmio Top Blog 2012

Indicação aceita e já estamos participando do maior Concurso de Blogs do país! Precisamos do seu voto para continuar entre os TOP 100 Blogs de Viagens e Turismo do Brasil. Por favor, não deixe de ler e votar. Participe!

Para votar: Clique no selo dourado do lado direito do Blog. Você poderá votar de até 3 maneiras: pelo e-mail, pelo facebook e pelo twitter! Vamos lá! Todos os votos são muito importantes para nós!



domingo, 15 de julho de 2012

Eremitage e Garten – Bayreuth


O Garten e o Eremitage eram um dos meus lugares preferidos em Bayreuth, fui até o Jardim algumas vezes de ônibus ou de bicicleta (que era muito legal) e em todas as estações. Todos os amigos que nos visitavam, tinham como um dos pontos de parada o Eremitagem. Sem contar que a torta de limão de um dos cafés de lá era uma delícia. Humm...
A história do Eremitagem está ligada a Marquesa Wilhelmine (Guilhermina - não sei porque alguns nomes tem tradução e outros não...) e a seu esposo o Marquês Friedrich, alías como tudo de maior importância histórica em Bayreuth, podemos dizer que eles (principalmente a Marquesa, admiradora da Arte e Cultura), foram responsáveis pela época áurea de Bayreuth. 


Em 1715 o Marquês Georg Wilhelm construiu o hoje chamado "Alte Schloss" na área central da cidade e há uns 5 km dali, possuía um  Zoológico. Mais tarde seu filho o futuro Marquês Friedrich  resolveu construir um Eremitagem onde havia o Zoológico de seu pai, sobre isto, em alguns fontes eu li que este lugar era para o Marquês Friedrich brincar de ser membro de uma ordem de eremitas em outras fontes que ele construiu o Eremitagem e enviou seus cortesãos para uma vida de ordem eremita, sendo qualquer uma delas a versão real, todas me soam muito estranhas. Povo esquisito, sei lá... De qualquer modo, parece um lugar perfeito para isto, longe da área central da cidade, super tranquilo, transbordando paz e com jardins magníficos. 




Porém, em 1735, quando o Marquês Friedrich se casou com Wilhelmine ele a presenteou com o Eremitagem. Fascinada por aquele complexo único ela adicionou mais seções: um Espaço para Música, um Gabinete Japonês e o Gabinete Chinês dos Espelhos, no qual ela escreveu suas celebres memórias.

Entre 1743 e 1745 vários edifícios e fontes foram construídas pelo Jardim, assim como as Grutas Baixa e Superior e a Restauração das Ruínas do Teatro Romano e a criação de um novo Teatro ao ar livre. A Marquesa Wilhelmine também foi a responsável por introduzir muitos elementos barrocos ao Jardim e às construções. Os Jardins e o Eremitagem foram criados quando este tipo de Jardim não existia em toda a Alemanha, sendo o primeiro do estilo no século XVIII. 
Andar por lá e admirar o jardim, se perder pelos labirintos verdes, ver as lindas fores (foi lá que fotografei uma raridade: a Tulipa Negra), tomar um café e fotografar este jardim é gostoso demais, com exceção de ir de bicicleta no inverno, que além de congelarmos os narizes no percurso de 5 km da nossa casa até o Eremitagem, é muito escorregadio pedalar e dificil de se locomover com as bikes por lá.


Nós fomos até o Jardim em varias estações e com diferentes amigos, com a Anna, com a Tati, com o Gilvan (de bike no inverno), sozinhos, com a Clara e o João e com a Fernanda, lembro bem da visita com a Fernanda porque foi quando decidi ser Nikonzeira ao invés de Canon's lembro de usar pela primeira vez uma Nikon e adorar o resultado das cores de outono do Jardim do Eremitagem com a Nikon, diferente das Canons que sempre parecem dar um tom pastel as imagens, a Nikon me pareceu que contrastava bastante as cores, achei o resultado bem interessante e acabei com as minhas dúvidas. 


O fato é que se for a Bayreuth, não importa a estação do ano sempre é um passeio agradável. De outubro a  março o acesso aos prédios está fechado, mas o acesso ao jardim continua aberto, as fontes estarão cobertas, secas ou congeladas! :) 
Se quiser passar um dia todo por lá, poderá fazer um pique-nique ou almoçar  uma comida típica da cidade em um dos restaurantes.


PARA CHEGAR: É simples. No terminal Central de ônibus pegue o número 2 até o "Eremitage" ou vá de bike ou carro.


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Coburg - Baviera - Alemanha

Esta cidade não estava nos nossos planos. Na verdade, foi um dos passeios que nós não planejamos e sim o Welcome Center da Universidade de Bayreuth, o qual já citei aqui, nos acolheu super bem. Em um dos Stammtisch, no Restaurante Oskar, a Senhora Nicodemus, nos propôs o passeio. Iríamos todos juntos, dividiríamos um Bayern Ticket, o que tornaria o passeio bem de baixo custo e também havia uma festa acontecendo em Coburg naquele final de semana. 
Coburg é uma cidade pequena (para brasileiros ao menos), mas não menos importante (para nós brasileiros, inclusive). Coburg está a 100km de Nuremberg, banhada pelo Rio Itz, antiga residência da família Wettin.
A origem da cidade remonta ao século XI, o que mais chama a atenção ao chegar na cidade, é que a regão mantém intacta boa parte das suas construções medievais, que é possível ver e visitar atualmente, porém, elas datam dos séculos XVI e XVII, é um dos locais mais conservado (e originais, não tendo sido reconstruído como réplica, como a maior parte da Alemanha, depois da Segunda Guerra). Dentre estas obras da era medieval, a cidade possui uma muralha tripla, que compõe um conjunto com uma grande Fortaleza, chamada Veste Coburg . Hoje o complexo reúne um grande acervo de armaduras (que de todas as nossas visitas a museus foi a coleção de armaduras qe mais nos impressionou), carruagens, gravuras, etc.
Em 1530, a fortaleza serviu de abrigo a Martinho Lutero,  que naquele momento era considerado foragido. A sala e quarto onde o fundador do protestantismo ficou instalado, ainda mantém o mobiliario e objetos, os aposentos podem ser visitados com um guia, assim como todo o interior da Fortaleza/Castelo. O ingresso custa €5,00.
Outra coisa muito legal da cidade é o Mercado (feira) que acontece aos domingos no centro da Praça, atrás do Mercado fica a Prefeitura construída originalmente em 1577-9 e reformada no século XVIII. 
Os Mercados da Alemanha para mim são sempre muito legais! É uma ótima parada para comer coisas típicas da cidade, conhecer as pessoas, comprar flores. AMO O CLIMA DOS MERCADOS ALEMÃES!
Em Coburg nós experimentamos os "Gebratens Champignons", um mix de cogumelos que você mesmo escolhe as espécies na hora, frito com azeite de oliva e o molho que você desejar! Simplesmente uma delícia!!! Não deixe de provar se for a Coburg. Ah, claro, como de costume bebemos a cerveja local. Como normalmente é na Baviera...sim, a cerveja era boa.
Caminhando um pouco em frente você vai encontrar o Castelo Ehrenburg, seus lindos jardins, onde vimos um casamento acontecendo um charme! Uma cena que guardei na memória e queria muito fazer algo parecido no Brasil (embora aqui todos me chamariam de louca), super simples, básico, mais a coisa mais romântica que já vi... num jardim maravilhoso!  Por uma questão de discrição e educação não fotografei e não vou contar mais para fazer surpresa no nosso.
Bom, continuando pelos jardins começa a subida para a Fortaleza. Dá para ir de trenzinho (aqueles clássicos turísticos), mas aconselho você usar o trenzinho só se tiver dificuldade de locomoção ou for idoso. Do contrário, a vista na subida é linda: de um lado a cidade vista de cima, de outro a Fortaleza cada vez mais perto e você imerso em uma pequena floresta, mas lembrando, não é uma subida tranquila para os sedentários. Eu que o diga!
A família dos Duques de Coburg,viveu no Castelo Ehrenburg, até o ínicio do século XIX, estes Duques não eram muito conhecidos, mas olhando os quadros dentro do castelo da árvore genealógica da família, percebe-se a importância da família A família Saxe-Coburgo-Gota, que contribuiu com vários casamentos importantes como o dos sobrinhos de Leopoldo I (primeiro rei dos Belgas), a Rainha Rainha Vitória da Inglaterra  e seu primo em primeiro grau, o filho do Duque Ernesto I, o Príncipe Alberto de Saxe-Coburgo-Gota, com Dom Fernando II consorte real da Rainha Dona Maria II de Portugal. E para nós brasileiros é  em Coburgo, que  jaz o corpo de D. Leopoldina Teresa de Bragança e Bourbon, Princesa do Brasil e Princesa de Saxe-Coburgo-Gota, filha de Dom Pedro IIe de Dona Teresa Cristina, Imperadores do Brasil. 
Outra coisa interessante que eu não entendi bem o porquê, é o Festival de Samba que acontece em Coburg, todo verão! Isto mesmo,  você leu bem: Festival de Samba.... Samba de Alemão para  Brasileiro ver! Falamos um pouco com o grupo (ninguém falava português), eles amaram saber que éramos do Brasil e até pousaram pra fotos. Não quis deixá-los tristes, mas o Samba dos alemães estava mais para Olodum do que Escola de Samba... até hoje eu não consegui descobrir porque eles tem este Festival de Samba, mas sei que a cada ano, cresce e estreita os laços com o Brasil. Vai entender! Foi bom ver um pouco de verde e amarelo na Alemanha! :)


quarta-feira, 27 de junho de 2012

TOPBLOG 2012 - E lá vamos nós na categoria Viagens e Turismo, NOVAMENTE!!!

O ano passado navegando por Blogs de amigos soubemos da competição TOPBLOG que escolhe virtualmente os melhores Blogs em diversas categorias, um pouco na brincadeira e sem muita fé, decidimos nos cadastrar, para ver o que aconteceria. E para nossa surpresa (para nossa surpresa MESMO!) ficamos entre os 100 melhores Blogs na categoria "Viagens e Turismo", entre milhares de inscritos!
Este ano as inscrições para os Bloggers que desejam participar já estão abertas, como você pode observar pelo selo do lado direito da nossa página,  e nós já nos cadastramos, mas as votações do público em geral começam apenas no dia 14/07. E claro, nos esperamos sua colaboração com um clique para mantermos nosso posto e sendo otimistas: para subir na classificação geral, por que não? 
Enquanto a competição 2012 não começa oficialmente este ano, vamos pensando no nosso próximo destino?

Uma dica...
Alguém reconhece este ônibus e este ponto?



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Stuttgart - Alemanha - Centro - Altes Schloss II


Stuttgart não foi uma das cidades que mais me encantou, achei ela muito comum: polo econômico e industrial, muitas lojas, restaurantes, pessoas correndo de um lado para o outro engravatadas e para uma cidade  na Europa não lista tantos pontos histórico marcantes ou suntuosos. 
Bom, dentro deste quadro, meu lugar preferido foi o Altes Schloss. O "Castelo Velho" remonta ao século X. O primeiro castelo da região remonta a cerca de 950 quando Stuttgart  era apenas conhecida pelos haras.  No século XIV, tornou-se a residência dos Condes da soberania de Württemberg, por causa de um incêndio no então palácio dos  Württemberg. 
No século 16, os duques Christopher e Ludwig  von Württemberg  converteram o castelo ao estilo renascentista.  Um amplo projeto de reforma, idealizada pelo arquiteto Aberlin Tresch conferiu a forma quadrada com claustros com arcos de até três andares ao redor do pátio interno. Na ala sudoeste fica a Scholosskapelle, a primeira construção religiosa erguida em Stuttgart para culto protestante. Hoje na frente desta igreja sempre há as famosas feiras da Alemanha, com artesanato, flores e muita comida gostosa. 
No interior do Palácio há o Württembergisches Landesmuseum que reúne um amplo acervo de arte decorativa, exibe jóias do período franco e os túmulos de um nobre celta de Hochdorf, do Rei Carlos I de Württemberg e sua esposa Olga estão debaixo da igreja do castelo.  No lado Karlsplatz do Castelo Velho é um museu dedicado à memória de Claus Schenk Graf von Stauffenberg um ex-residentedo Stuttgart, que tentou assassinar Adolf Hitler em 20 de julho de 1944.

sábado, 17 de março de 2012

Happy St Patrick's Day!

Não poderia deixar de mencionar esta data que adoramos. Adoramos cerveja, adoramos a Irlanda e adoramos qualquer pretexto para reunir os amigos e beber cerveja! :) Como este ano estamos um pouco longe da Irlanda... a comemoração vai ser por aqui mesmo, mas não menos original: já separamos nossos chapéus verdes! Ouuuuu...

Happy St Patrick's Day!
História de St Patrick's Day!

São Patrício (387-461), São Patrício vem de uma filha muito rica. e devota a Igreja Cristã. Seu pai e avô queriam muito que ele de torna-se um padre. Mas em uma amanhã, ainda criança o pequeno Patrício foi sequestrado por piratas irlandeses e passou a trabalhar como escravo dia e noite. A única coisa que o garoto poderia fazer era rezar pela sua salvação , pedindo este milagre. Tempos depois ele finalmente pode fugir de seu cativeiro e voltar para casa. Grato ao milagre que havia alcançado, resolveu atender a vontade da família e tornou-se padre. Anos depois retornou a Irlanda, não para se vingar, mas para atender um pedido divino. Como ele se tornou padroeiro da Irlanda e o que a cerveja tem a ver com isto? Bom, ele foi o responsável pela evangelização da Irlanda e usava o trevo de 3 folhas para explicar a trindade “Pai, Filho e Espírito Santo”, que hoje é um símbolo das comemorações e da Irlanda, assim como a cor verde, que também está em todos os campos, jardins e montanhas. Em todo dia 17 de março (dia da sua morte) ele é celebrado e até os monumentos importantes pelo mundo são pintados de verde. Inclusive o Rio Liffey que corta Dublin é tingido de verde neste dia. Da mesma maneira que é feita a cerveja verde que virou bebida oficial da comemoração. E lembre-se, se não encontrar a cerveja verde, não fique triste, uma boa Guiness já resolve o problema! ;)
SLÁINTE!!!!! 





quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Stuttgart - Alemanha - A cidade dos Autos! - I



Como você conhece esta cidade? Com o nome de Stuttgart ou com a estranha tradução latina para Estugarda? 
Neues Schloss em um dia frio qualquer - Sutttgart
Na verdade, a história diz que o nome da cidade surgiu de um haras, conhecido como Stutengarten, no século X, que teria dado origem a cidade. Com certeza algo desta cidade você já ouviu falar; não é mesmo?  Pode parecer-te familiar porque lembra o nome de uma equipe de futebol de algum torneio que você já assistiu, ou você ouviu falar que algum jogador brasileiro já jogou lá, porque a equipe de futebol mais importante de Stuttgart, leva o mesmo nome da cidade. Outra possibilidade pode ser o fato de a cidade ser a origem de empresas como Mercedes-Benz, Porsche, ou ainda por ser a sexta maior cidade da Alemanha, capital do Estado de Baden-Württemberg, sul da Alemanha.
Enfim, já deu para sacar que a cidade é uma grande capital econômica, industrial,  com castelo magníficos, resorts luxuosos, muita história, arte, famoso centro cultural e editorial, com famosa companhia de balé, orquestra de câmara e ainda os museus Mercedes-Benz e Porsche.
Grupo de Cosplay por ai...
Esta viagem nós fizemos de uma maneira diferente. Lorenço foi a trabalho, visitar algumas fábricas (entre elas a Mercedes-Benz) e eu fui por diversão, logicamente. No entanto, fomos separados, eu de trem, sozinha, um dia depois e ele em uma excursão com seu grupo de trabalho, no caminho ele parou em Ulm, cidade natal de Albert Einstein, eu não conheci esta cidade.
Bom, o Lorenço mal conheceu a cidade, por causa do trabalho. Eu caminhei muito e vi muitas coisas, mesmo com meu alemão precário. Foi muito divertido! 
Para os que vão até Stuttgart unicamente para conhecer as fábricas e museus das famosas montadoras vai um lembrete: se você não estiver viajando pela Alemanha de carro, precisará de um carro para ir até às fábricas  (no caso de você não dispôr de muito tempo), porque logicamente estão fora do centro da cidade e uma em cada ponta, com certeza é possível chegar de outra forma, mas lembro que verificamos para eu encontrá-los por lá e era muito trabalhoso e eu perderia muito tempo no percurso, como não sou aficionada pelo tema carros, este foi o ponto pelo qual decidi ficar curtindo mais da cidade, que para as meninas, tem a Königstrasse uma loucura para compras!

Como conhecer Stuttgart? 


Eu usei a super técnica "perca-se por ai", sai andando pelas ruas sem muitos objetivos e vi coisas  muito legais e algumas inusitadas. A falta de sol até tentou "brochar" meus passeios, no entanro segui em frente com minha máquina. Entre um castelo e outro, uma feira e outra, um museu e outro, um grupo de executivos ou cosplay e outros... 
A primeira parada foi a área  da Schossplatz, a visita ao Neues Schloss, erguido entre 1746-1807, que incrivelmente consegui por alguns segundos a área da frente do castelo vazia, sem uma alma viva circulando para uma bela foto panorâmica. O Neues Schloss, ou seja, Castelo Novo,  é um parada obrigatória para turistas e um das construções mais importante da história da cidade de Stuttgart, foi residencia dos reis de Württemberg, tem estilo barroco (1746-1806), e atualmente  abriga os departamentos locais do governo do estado. 
Na frente deste castelo, está a Schossplatz, se você se sentar por ai alguns minutos e observar o movimento, verá pessoas e situações interessantes, outra boa opção é visitar a elegante Königsbau-Passagen e tomar um sorvete enquanto observa o vai e vem da Königsstraße. A Königsbau é uma galeria de compras chiquérrima com todas as marcas internacionais. Foi construída em 1860, por ordem do Rei Guilherme em estilo clássico tardio. Um edifício magnifico, com colunas jônicas e coríntias, dois pórticos na forma de um templo grego de 135m de comprimento. 
Dica: um ótimo lugar também, para se posicionar e tirar uma foto panorâmica da Sclossplatz. 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Nossa casa e nossas flores em Bayreuth, Alemanha

Uma das coisas que eu amava na Alemanha (e também na Argentina) e que eu gostaria que fosse um costume brasileiro também é a tradição de sempre ter flores em casa, não importa de que maneira, em vasos pequenos, mini-jardins nas janelas, sempre ter um vaso em uma parte da casa ou em todas as partes da casa. Lá você encontra uma barraquinha de flores, ou floricultura em todos os bairros, em geral, excetuando algumas espécies especiais, a maioria das flores eram bem baratas! Toda semana eu ganhava uma florzinha diferente, além das nossas plantinhas que tentamos não matar ou congelar.  
Na verdade, eu entendo porque não é um hábito por aqui comprar flores todos os dias no caminho de volta para casa do trabalho, aqui em Floripa nem existe esta possibilidade, ou você comprar um buquê super produzido, ou um vaso. Não há como comprar flores para levar para casa, nem em unidade. No mínimo você gastaria uns R$ 40,00. Segundo a proprietária de uma das floriculturas, não são mais baratas porque as pessoas não compram todo dia e nós dizemos que não compramos sempre porque não são baratas! Enfim... 
Eu amo tulipas (e se tudo der certo, elas estarão presentes de alguma maneira na nossa cerimônia de casamento um dia...) então, tive o prazer e na maioria das vezes a doce surpresa de toda semana ter uma cor diferente em casa, além delas compramos outras, porém lá em casa elas sempre foram as estrelas! São muito fáceis de encontrar quase durante todo ano, com exceção do inverno (entre novembro e janeiro mais ou menos). 
O divertido de tudo isto era ver a cara dos europeus em geral quando eu dizia que amava tulipas... eles pensavam: "vocês tem tantas cores e plantas no Brasil... como se encantou com tulipas?" deve ser porque para eles é tão fácil de serem encontradas como as gerberas aqui para nós, que não acham tudo isto sei lá... gosto não se discute não é mesmo? 
Bom, compartilho algum dos meus vasinhos que tanto tenho saudades com vocês! 

domingo, 6 de novembro de 2011

Grill em Bayreuth, Baviera, Alemanha

Tentamos nos adaptar, mas às vezes a saudade batia... o que fazer, então? Vamos tentar matar as saudades do nosso Brasil do jeito que dá! Meu marido adora fazer e comer um bom churrasco, porém, tínhamos algumas dificuldades na Alemanha: 
1°) A carne bovina não é a fácil de encontrar nos supermercados, são poucos cortes e os preços são bem salgadinhos. 
2°) O porco é o popular aqui e há muitas opções! 
Churras na sacada em Bayreuth
3°) Churrasqueira? Bem, não existem exatamente churrasqueiras e sim uns grills... churrasco de alemão são uns bifes de porco e linguiça na grelha com cerveja na temperatura ambiente...
Depois de alguns meses um amigo brasileiro nos ofereceu um grelha que ele tinha e não usava, porque era um inferno de limpar (e de verdade era!), porém, deixou-nos muito felizes e fizemos alguns "churrasquinhos" da maneira que dava na nossa sacada. Não foram muitas ocasiões, porque o bom tempo e a temperatura agradável para estar na rua não duraram muito tempo, apenas uns 2 meses... mesmo assim foram muitos churrasquinhos divertidos! 
E um brinde a criatividade e a capacidade de adaptação dos brasileiros mesmo em terras frias!
Nosso mascote "Bigadeiro" e os brigadeiros alemães!
Ah! Claro que todo churrasco precisava de uma sobremesa à brasileira, eu improvisei uns brigadeiros, ficaram meio amarguinhos e moles, mas era o que dava para fazer com os tipos de leite condensado e creme de leite de lá... :)
Outra coisa legal que meu marido fez enquanto estávamos por lá, foram as coleções de figurinhas de campeonatos de futebol! Logicamente que uma delas foi a da Copa do Mundo de 2010. Adorávamos comprar os pacotinhos de figurinhas em vários lugares diferentes e países e ele mais que isto, adorava montar, organizar, classificar e fazer trocas de figurinhas nas redes sociais onlines, com vários lugares da Europa, o que também nos ajudava na coleção de selos! :)
Meu colecionador e suas figurinhas!

Final da Copa do Mundo de 2010, na Baviera, Alemanha

Centro de Bayreuth em final de tarde de verão

Bom, primeiramente desculpem-nos pelo "abandono" do Nossas Viagens, todo dia pensamos: "precisamos escrever no Blog, precisamos escrever..." mas voltar ao Brasil nos fez voltar a nossa correria também, trabalho, amigos, casa, mudança, uma loucura!!! E claro, entre um compromisso e outro umas viagenzinhas por aqui só para não perder o costume... Não se preocupem, na sequência virão postagem do turismo nacional que também é super interessante, não esquecendo que vivemos em um ponto turístico muito cobiçado atualmente e como moradores da Ilha da Magia, mais conhecida como Floripa, poderemos dar dicas valiosas!

Não sei se foi ato falho ou o que aconteceu, no entanto, entre tantos posts da Copa do Mundo de 2010 eu acabei esquecendo de postar sobre o último jogo. Deve ser porque no meio disto veio a nossa viagem a Praga, República Tcheca que eu amei tanto e não quis interromper os posts! :)
Alguém tinha que comemorar...
Bom, a experiência de ver uma Final de Copa do Mundo fora do seu país, com seu país fora da final e sendo ela com a equipe que desclassificou seu país, não foi muito interessante, digamos desta maneira...
Saímos apenas eu e o Lorenço, já que nesta altura do campeonato os brasileiros já tinham se dispersado e também era época de férias de verão, todo mundo aproveitou para viajar. 

           Milchshake

Aproveitamos para tomar um sorvete italiano delicioso, uns drinks e torcemos obviamente para a Espanha, que foi a campeã e recebeu seu primeiro título. Fiquei com raivinha da Holanda :)
Era uma noite de verão muito gostosa e sem muitos agitos, porque depois que a Alemanha também caiu, os cidadãos alemães simplesmente desconsideraram a Copa: nenhum telão, ninguém nas ruas assistindo ao último jogo, nenhum comentário, nada! Aqui no Brasil pelo menos ainda continuamos o mínimo interessados, parece-me... 
Depois de parabenizar alguns 5 espanhóis que encontramos na rua, fomos para casa pedalando e rezando para que em 2014 o final da Copa do Mundo no Brasil seja bem diferente!

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Baviera - Schloss Fantasie

Era final de semana, não estava tão frio e agora os dois tinham bicicletas. Ótima oportunidade então, para explorar a cidade de bike! Já tínhamos dado muitas pedaladas pelo centro da cidade e região, mas havia um tal de Schloss Fantasie que ainda não havíamos visitado, procurando informações na net, não encontravamos muita coisa, principalmente sobre o caminho para irmos de bicicleta, os chamados "fahrradweg". Naquele momento eu pensava que apesar do nome de "Castelo", ele não era nada mais que um parque, depois da visita entendi que era ambos. Juntamos o pouco de tudo que sabíamos e fomos em frente, o caminho tinha até algumas áreas "radicais", estávamos tão acostumados com áreas planas que quando vimos uns morrinhos os dois sedentários aqui se surpreenderam e logicamente ficaram mortos.
No caminho descobrimos que não encontrávamos informações sobre o Schloss Fantasisie, porque procurávamos de forma errada. Ele não está exatamente em Bayreuth, mas em uma "vila" vizinha, os chamados "dorf". 

Bom, o lugar é um mix de parque, castelo e museu... bem interessante o passeio por lá. Há um palácio renascentistas de 1757, que pertenceu a  Elisabeth Friederike Sophie, a Duquesa de Württemberg - foi a única filha de Margrave (uma espécie de Conde ou Marquês) Friedrich  e Guilhermina (personagens importantes da história de Bayreuth e região) e ela o usou como segunda residência de verão. O Palácio, suas obras de artes e seus jardins estiveram no poder dos descendentes da Duquesa Elisabeth até 1882, quando o Duque Pilhip decide vendê-lo a um senhor feudal.  A residência passou por vários proprietários, até que em 1929, novamente em mãos aristocráticas,  de Edmund Fürst von Wrede e sua mulher argentina e muito rica, Edda, ela o embeleza e o aumenta. Porém no período do Terceiro Reich se tornou "compulsão voluntária" e Edmund teve que vender sua propriedade, junto com todo o mobiliário por um preço ridiculamente baixo para a administração imperial dos professores nazistas. A família se retirou para a Argentina. Em 1945, as forças americanas vindas de Bamberg , tomaram o que restou do Palácio que já havia sido completamente saqueado e o usaram como hospital. Com o fim da guerra a  Cruz Vermelha da Baviera alugou o prédio e o transformou em  hospital de tuberculosos. Já na década de noventa o Estado da Baviera, de acordo com os planos da Administração dos Palácios da Baviera transformou toda a área em Museu.

O resultado desta história toda foi um palácio magnífico, com um jardim agradabilíssimo, com lagos, vegetação e flores diversificadas, um paisagismo lindo e coisas intrigantes: como algumas tumbas ou homenagens a personagens históricos, no meio dos jardins!








domingo, 21 de agosto de 2011

Brasileiros por todas as partes!

 Bons momentos dos Brasucas no exterior!

Onde há brasileiros há festas! E digo mais: não importa o improviso, sempre encontramos um jeito de fazer feijoada!
Todo mundo longe de casa há algum tempo, brasileiros de todas as partes e amigos estrangeiros que sentem carinho pelo Brasil, alguém conseguiu trazer feijão até Bayreuth (Alemanha), acho que foi o Marcos e pronto: vamos à FEIJOADA!!! 
Na terra do porquinho, impossível não encontrar os outros ingredientes ou similares. O mais difícil mesmo foi a FAROFA, mas conseguimos improvisar com uma farinha de mandioca, importada do Brasil e vendida em Portugal, trazida por uma portuguesa, Mafalda. 
Para fechar com chave de ouro e tentar matar um pouquinho das saudades das terras distantes, nossa amiga Anna, carioca autêntica e como deve ser a responsável pela feijoada ainda conseguiu seu keller com um karaokê e quanto ao músico, tínhamos Rodrigo na turma de amigos. Tudo isto igual a festa, amigos e boas risadas! O verdadeiro espírito brasileiro! :)


P.S: Depois de publicar este post, minha amiga Anna, a super chefe aí da foto, me lembrou de uma coisa super importante: na Alemanha não encontramos (e eu desconfio que não há) couve... bom, aí na foto parece haver couve, não é mesmo? Porém, não é... é espinafre disfarçado... preparado como couve, se não existe por aqui, temos que improvisar dentro do possível. É claro! ;)


Obs: A Anna me disse que não conseguiu enviar o comentário ao blog, outras pessoas já me avisaram sobre isto, mas é algo que eu não sei como resolver, não parece estar ao meu alcance, me parece ser problema do Blogger mesmo... às vezes...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Entrevista do Nossas Viagens para o Blog Destinos: Actuales!


Oi, Pessoal!

Segue na integra a entrevista da dupla de "Nossas Viagens" para o Blog Espanhol/Argentino "Destinos: Actuales", publicada no dia 07 de agosto. Podem ler aqui ou conferir diretamente em "Destinos: Actuales".


O Brasil, na Europa! Entrevista a Day y Lorenço, de Nossas Viagens


2 Votos

Dayane y Lorenço. Saúde!
Tuve la suerte de compartir bastante tiempo junto a Dayane, ya que fue mi profesora de portugués en Buenos Aires. Es una chica alegre, culta y muy simpática, siempre sonriente. Junto a ella dí mis primeros pasos en la lengua lusitana. Al tiempo,  comenzaron sus planes para irse a europa con Lorenço, en aquel entonces novio y hoy flamante marido. Por motivos laborales se dirigieron a Bayreuth (Alemania), donde lograron establecerse. Cada vez que podían, se lanzaban a la ruta. Así fue como pudieron recorrer varios países, desde Irlanda hasta República Checa.

Day en Barcelona
Lorenço es un coleccionista nato que junta desde tapitas de cerveza, estamplillas y hasta banderitas de los países que visitó; pero un día, confesó en su blog: “No soy la persona más entusiasta para viajar. Me gusta, me gusta mucho, aunque no tanto como a Day. Pero sus ganas me impulsan,  disfruto al verla feliz cada vez que entramos en movimiento”.  Y se ve que esto ha tenido sus frutos, ya que ella lo percibe. Nos cuenta que Lorenço es un óptimo compañero de viaje, excelente lector de mapas y diseñador de circuitos. Adora conocer nuevas culturas y lenguas; como costumbre, ha intentado aprender al menos una palabra en cada lugar … casi siempre, “cerveza”  ;)

Lorenço en Berlín
Pasar por su blog es un placer:  espontáneo, íntimo, con buenos datos, abundantes fotografías y redacción impecable. Si bien está en portugués, no es de lectura complicada para los hispanoparlantes. Un pequeño esfuerzo, realmente vale la pena.
Presentados nossos amigos do Brasil, pasemos a la entrevista:
¿Cuál es el objetivo de su blog?
Nuestro blog fue creado con la idea de mantener a los amigos y familiares informados acerca de nuestros nuevos descubrimientos en el viejo continente. Con el paso del tiempo, muchas personas nos encontraron en la red y comenzaron a enviar mensajes o pedir información. Lenta y naturalmente el blog fue rediseñándose y madurando, presentando ahora otra cara. Pasó a ser no solo un lugar para contar historias para nuestros conocidos, sino además para compartir experiencias, ayudar a otras personas a planear sus viajes, así como nosotros fuimos ayudados por otros blogueros. Cada vez nos impresionamos más con el crecimiento que está teniendo. Cada vez que aparece una bandera de un nuevo país que nos visita, es una satisfacción muy grande.
¿Por qué escogieron Alemania para vivir?
No exactamente escogimos Alemania. Caminos profesionales nos llevaron hasta allí. Pasamos a disfrutar de la idea de viajar y vivir en Europa.
Dicen que los alemanes son mucho más fríos que los latinoamericanos (y más aun, brasileros). Más allá de ese estereotipo ¿cuáles fueron los abismos culturales con los que se encontraron mientras vivieron en Alemania?
En cierta forma, este estereotipo tiene su fundamento. Hay más reglas para la convivencia social y el tiempo de aproximación es mayor, pero una vez conquistada la simpatía y amistad de un alemán, todo se torna muy parecido. Para nosotros como brasileros, el idioma fue un obstáculo en lo cotidiano. Lo más difícil en esta experiencia fue contener nuestros “instintos brasileros” para adaptarnos a las reglas de educación locales: hablar bajo, no tocar físicamente a las personas, saludar sin abrazar ni besar, por ejemplo.
¿Que países habéis conocido en este tiempo?
Bueno, en un año viviendo en Alemania, conocimos 16 países de Europa. Hicimos los clásicos: Alemania de norte a sur, Austria, Bélgica, España, Eslovaquia, Francia, Holanda, Hungría, Inglaterra, Irlanda, Italia, Luxemburgo, Portugal, República Checa, Suiza y Vaticano. Para nuestra próxima estadía planeamos lugares no tan convencionales.

Stonehenge
¿En qué les cambió su visión de Brasil esta estancia en el viejo continente?
Creo que nuestra perspectiva con respecto a Brasil cambió mucho. Cuando estás dentro de tu país sin haber viajado al exterior es muy fácil hacer críticas o elogios desmedidos. Pero en el momento en que se comienzan a sentir “saudades” de tu lugar de origen, te das cuenta que tu país ciertamente tiene problemas, pero los tan “bien vistos” países de Europa (al menos, para los latinos) también padecen problemas y adversidades. Al mismo tiempo, uno se da cuenta de esas cosas únicas que existen en cada lugar. Que son increíbles, hermosas y es preciso estar una vez en la vida allí para verlo y entenderlo.
Un lugar para recordar
Praga fue uno de los lugares más lindos construidos por el hombre que he visto. Tengo solo buenos recuerdos. ¡Y estar en España e Irlanda fue una fiesta!

Praga
Un lugar para olvidar          
No tengo un lugar que me gustaría olvidar, porque para todos los que aman viajar, cualquier nuevo lugar es para conocer y descubrir algo. Aún así, cuando me preguntan si me gustó París, digo que fue mi mayor decepción en todos los viajes que he hecho. Vi muchas cosas vulgares allí! Y el olor a pipí por toda la ciudad no es nada romántico ni representa nada lo que vemos en el cine.
Cinco lugares que les gustaría conocer de cualquier parte del mundo
Deseamos mucho volver a Irlanda para conocer el interior de este país por el cual nos apasionamos. Turquía (lugar que no deseo conocer, sino que preciso conocer), Marruecos, Nueva Zelanda, Perú y Colombia. Además de esto, viajar a otros países de nuestra querida América Latina, un gran sueño.

Dublin

Visitas do Mundo Inteiro

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